Tribuna Livre da Câmara de Rio Negro debate inclusão escolar e direitos das famílias atípicas

por Assessoria de Comunicação publicado 03/06/2026 10h53, última modificação 03/06/2026 10h53

A Tribuna Livre da Câmara Municipal de Rio Negro recebeu, durante a 16ª Sessão Ordinária, realizada na noite desta terça-feira, 2 de junho, a participação de Jéssica Aparecida Cachoroski, que utilizou o espaço para tratar sobre inclusão escolar e a realidade vivida por famílias de crianças e adolescentes autistas no município.

Representando a rede de apoio Às Famílias Unidas pelo TEA, Jéssica destacou que sua fala não era apenas sobre autismo, mas sobre responsabilidade coletiva, compromisso público e garantia de direitos. Ela relatou que o grupo teve uma conversa recente com a Secretaria Municipal de Educação, reconhecendo a abertura ao diálogo, mas reforçou que os desafios enfrentados pelas famílias atípicas não podem ser tratados como situações isoladas.

Segundo ela, quando diferentes famílias apresentam relatos semelhantes, o tema deixa de ser uma experiência individual e passa a representar uma realidade que exige atenção, reflexão e ação do poder público. Jéssica afirmou que a rede nasceu do acolhimento, mas atua também na orientação, informação e defesa de direitos.

Um dos pontos centrais da manifestação foi a importância do Plano Educacional Individualizado (PEI). Jéssica defendeu que o PEI não seja apenas um documento burocrático, mas uma ferramenta efetiva de planejamento, construída com a participação das famílias, das escolas e dos profissionais envolvidos. “Inclusão não se faz para a família. Inclusão se faz com a família”, afirmou durante sua fala.

A participante também chamou a atenção para a necessidade de critérios mais cuidadosos na seleção, acompanhamento e capacitação dos profissionais que atuam diretamente com alunos autistas, especialmente estagiários e profissionais de apoio. Para ela, esses profissionais exercem influência direta na aprendizagem, na segurança emocional e na dignidade das crianças.

Jéssica ressaltou que as famílias não buscam privilégios, mas condições adequadas para que crianças e adolescentes autistas tenham acesso às mesmas oportunidades de aprendizagem, desenvolvimento e participação social. Ela também agradeceu às mães presentes, ao advogado Daniel Maidel e às pessoas que acompanham a luta pela construção de uma sociedade mais inclusiva.

Após a manifestação, vereadores utilizaram a palavra para se posicionar sobre o tema. A vereadora Milene Torres Gonçalves Stall destacou a angústia vivida pelas mães atípicas e reforçou a defesa da efetivação do segundo professor em sala de aula. Segundo ela, a luta é para que a lei seja cumprida e para que as crianças recebam o apoio necessário.

A vereadora Isabel Cristina Grossl lembrou que a Câmara aprovou recentemente projeto que ampliou vagas na área da educação, além de cargos como psicólogo e terapeuta ocupacional, e afirmou esperar que esses profissionais sejam chamados para reforçar o atendimento às crianças e famílias.

A vereadora Neusa Heuko Swarowski também se manifestou, defendendo a ampliação do debate e a construção de políticas públicas permanentes para as famílias atípicas. Ela destacou que ações pontuais não são suficientes e que o município precisa avançar em atendimento, acolhimento e apoio.

O presidente da Câmara, Odair Pereira, agradeceu a presença de Jéssica e das famílias, reforçando que a Câmara é um espaço aberto à população. Ele destacou que a Tribuna Livre permite ao cidadão exercer sua cidadania, apresentar demandas, fazer reivindicações e contribuir com o debate público.

Acompanhar os debates e decisões da Câmara é uma forma de fortalecer a democracia e participar da construção de uma cidade melhor. As sessões são abertas ao público e transmitidas ao vivo todas as terças-feiras, às 19h. Participe, opine e faça parte do futuro de Rio Negro.

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