Procuradora da Mulher utiliza tribuna para reforçar combate à violência e marcar os 94 anos do voto feminino

por Assessoria de Comunicação publicado 25/02/2026 14h45, última modificação 25/02/2026 14h47

A sessão ordinária da última terça-feira, 24, foi marcada pelo pronunciamento da Procuradora da Mulher, vereadora Isabel Cristina Grossl, sobre os 94 anos da conquista do voto feminino no Brasil e, principalmente, sobre a urgência no enfrentamento à violência contra a mulher na tribuna.


Ao iniciar sua fala, a vereadora destacou o significado histórico da data, lembrando que o direito ao voto das mulheres, garantido em 24 de fevereiro de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, não foi uma concessão, mas uma conquista fruto de mobilização, coragem e enfrentamento ao preconceito.


- Conquistamos o direito de votar. Agora precisamos conquistar o direito de estarmos vivas - afirmou.


A parlamentar ressaltou que, embora a data represente um marco na história democrática do país, o momento também exige reflexão diante dos recentes casos de violência contra mulheres em diferentes contextos e idades. Em sua fala, mencionou o assassinato de uma mulher de 37 anos pelo ex-companheiro, a morte de uma religiosa de 82 anos após invasão a um convento e a absolvição de um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos.

Para a Procuradora, os casos não podem ser tratados como fatos isolados. Segundo Isabel, não são ‘casos’, são alertas, são gritos, são tragédias que mostram o quanto ainda estamos falhando enquanto sociedade na proteção das mulheres.
Durante o pronunciamento, Isabel enfatizou que a violência não começa no momento do crime, mas em comportamentos naturalizados, como o controle disfarçado de cuidado, o ciúme tratado como prova de amor e o silêncio diante de situações de agressão. Ela defendeu a mudança de perspectiva social:


A sociedade precisa parar de perguntar ‘por que ela não saiu?’ e começar a perguntar ‘por que ele fez isso?’ - enfatizou.
A vereadora também reforçou a importância do fortalecimento da rede de proteção, envolvendo saúde, assistência social, educação, segurança pública, Judiciário, Ministério Público e a própria comunidade. Segundo ela, o enfrentamento à violência exige posicionamento coletivo, inclusive dos homens, que devem romper com a cultura do silêncio e da conivência.

Como Procuradora da Mulher, assumiu publicamente o compromisso de intensificar ações no município, com campanhas de conscientização, diálogo com escolas, articulação com os órgãos competentes e fortalecimento dos canais de acolhimento.
Encerrando sua fala, deixou um apelo à população: “Que a indignação vire compromisso. Que o choque vire ação. Que a dor vire proteção. Enquanto houver uma mulher com medo, nós ainda não fizemos o suficiente”.


Lembrando que a Procuradoria da Mulher é um órgão criado juntos às Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais para defender os direitos e interesses das mulheres, servindo como uma ferramenta para que o Poder Legislativo fiscalize as políticas públicas voltadas às mulheres e acompanhe o atendimento feito pelos órgãos públicos àquelas que são vítimas de violência.

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